239) As Apaixonadas Tradições Gaúchas!
De fato, o Povo do Rio Grande do Sul é apaixonado e orgulhoso de suas tradições. São muitas as nossas razões, mas evidentemente com alguns exageros bairristas a exceder o bom senso a se fazer alvo para brincadeiras de outras Regiões e gozações as vezes também sem medida. Como dizia um velho e hábil político: “Falem mal, mas falem de mim”. Concluímos com uma convivência pacífica com todas brincadeiras!
Nosso Território é geograficamente posicionado no extremo Sul, vizinho de único Estado Brasileiro, o de Santa Catarina e fronteiriço com dois Países, Argentina e Uruguai, mais uma “quase fronteira” com Paraguai. Pois foi precisamente em guerra com esse Paraguai nossa maior luta para permanecermos Brasil, fiéis à Coroa de Dom Pedro II. Como todo o sofrimento, uma guerra fortalece os sentimentos de cidadania e pertencimento! Brasileiro então por opção, com luta feroz de espada e sangue, nos desenvolveu forte sentimento e dose de orgulho com gloriosa vitória! Sem muita modéstia, incluímos em nosso Hino o “Sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra”!
Orgulhoso, marrento – como dizem os cariocas – temos uma relação de carinho com todo o País, deixamos marcas indeléveis do nosso folclore em cada cidade onde o espírito desbravador do Gaúcho coloca sua bandeira: Elas são os “CTG’s”! Conheci alguns Galpões – nome dado às suas rústicas sedes – e por lá exultando sua Cultura através da música, dança, culinária, indumentária, enfim, marcando sua missão maior através do “Centro de Tradições Gaúchas”!
O Gaúcho tem coragem até de celebrar no Vinte de Setembro um dos mais tristes episódios de nossa História, quando da “Revolução Farroupilha”. Foi através do Nobre General Bento Gonçalves (*) muito de nosso sangue derramado na tentativa de isolamento ao resto do País criando uma nova Pátria a ser governada como República Piratini! Foi uma guerra em busca de libertação de pesada carga tributária imposta pela Coroa. E se aqui eu fosse descrever de forma completa e rica, exigiria muito mais de um livro, e esses, já são muitos os publicados e disponíveis pelas bibliotecas do Mundo inteiro...
Em Porto Alegre e muitas outras cidades no Estado, nesses dias a anteceder aquela fatídica data, são montadas pequenas “Cidades Gaudérias”! Na Capital, é no Parque Harmonia onde são dezenas de Gaúchos, Empresas Gaúchas e muitas Instituições a montar seus “Piquetes” com rústicos galpões de madeira em costaneiras ali montadas onde ficam “pilchados” (**) de plantão os seus leais Peões até a Magna Data, o Vinte de Setembro! Tudo isso acontece numa celebração gastronômica de dar inveja e bem aproveitadas por todo o visitante! Seus churrascos com costela de doze horas e carreteiros são os pratos mais disputados e há muito mais em seus maravilhosos cardápios.
Essa semana estive com a “patroa” visitando o Recanto do Pafúncio, onde a costela espetacular, de doze horas assada pelo tempo indicado no seu título, vale a pena! Seu sabor é adquirido nesse paciencioso tempo de fogo lento com fumaça, preferencialmente de lenhaque a torna uma iguaria difícil de descrever e audaciosamente me dou o direito de chamá-lo o Rei dos Churrascos! Deve ser experimentado e é lá no Parque Harmonia, pois raramente um restaurante se dispõe a um assado tão caprichoso e tão demorado!
O título de "Gaúcho" não é exclusividade nossa, é também usado no Uruguai e Argentina, identificando o homem ligado às lides campeiras. São os “peões” os operadores profissionais a cuidar do gado em suas pastagens e seu necessário engorde, bem como do rígido controle vacinal, banho a eliminar eventuais pragas a ameaçar a saúde do animal. A marcação – registro de propriedade - mais a cruel, mas absolutamente necessária castração dos machos, é tarefa deles. Sem castrar o boi, ele se torna um touro, territorialista e um feroz animal de impossível convívio com outros animais no mesmo campo, no mesmo rebanho.
É na fazenda a morada definitiva dos verdadeiros Gaúchos. Uma sede, a fazenda é composta pela casa do patrão – o dono de tudo – e nas cercanias da casa principal, um rústico galpão onde vivem os trabalhadores, os Gaúchos. Vida simples, mas não há solidão dado a fraternidade tradicional entre os eles. Daí a Tradição Gaúcha fazer precisamente do galpão seu Templo Gauchesco, palco de um estilo de Vida e permanente celebração a um passado já um tanto distante, mas jamais olvidado!
(*) Bento
Gonçalves, estancieiro e político brasileiro líder na Revolução Farroupilha,
tinha o posto de Coronel de Estado-Maior do Império do Brasil em 1829.
(**) Pilchado: Vestido a caráter com a pilcha: - Homens: Bombacha, camisa, lenço, guaiaca (cinto lago com bolsas) chapéu e botas!
Fausto Diefenbach.
Porto Alegre, 17/set/2026.
Nosso Rio Grande do Sul amado!
ResponderExcluirViva o Rio Grande do Sul!!
ResponderExcluirIvan.
Parabéns por mais um excelente texto! Uma bela demonstração de nossas tradições! Feliz e divertida Semana Farroupilha! Bidart.
ResponderExcluirOs gaúchos têm muito orgulho da sua história e preserva as tradições. Muito bem exposto na sua crônica. Parabéns!
ResponderExcluirParabéns Fausto, bela e proveitosa aula sobre nossa histotia
ResponderExcluirBela história de nosso querido RS aqui retratado. Viva o gaúcho!
ResponderExcluirMeu povo gaúcho e meu povo brasileiro que amo e admiro muito. Lindo texto!
ResponderExcluirTida
Adorei este texto, quanto conhecimento,amo ás nossas tradições, gratidão por sempre compartilhar, me esqueci de comentar, adorei, só pelo próximo kkkkkkkkk
ResponderExcluirMeu avô materno foi para a Guerra de Paraguai como voluntário e voltou como Capitão: Capitão Vicente de Vasconcelos . A esposa dele era Francisca Ilha Moreira irmã do bisavô do Sérgio Ilha Moreira , que deves ter co devido bem . Vários anos depois veio para Jaguari com toda a sua família. Minha mãe era a caçula das netas deles .
ResponderExcluirEntão , eu e o Sérgio éramos parentes. Nós
ResponderExcluirnós comunicamos por computador , celular,
nós comunicamos
O comentário acima é meu , Iara ,Peixoto.
ResponderExcluirEu me enganei. Maoy era avô, era bisavô, Capitão Vicente Garcia de Vasconcelos, casado com Francisca Ilha Moreira . IARA
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