Meus estimados leitores de minhas crônicas. Parado de publicá-las desde final de abril desse ano, volto a fazê-lo sem nenhuma preocupação em causar qualquer impacto literário ou provocação da boa leitura. O objetivo proposto desde o início, há duzentas Crônicas passadas é o de trazer a público alguns fatos verdadeiros, perdão pela redundância (por isso Crônicas e não "Contos"!), onde comecei historiando momentos de passagem ridícula vivida.
Exatamente isso. Acho bem mais divertido contar gafes e mancadas cometidas por mim mesmo, a fazer piada de outros. Assim foi a primeira centena.
Num segundo momento escrevi crônicas variadas trazendo aventuras, viagens e experiências julgadas úteis a dividir. Hoje retomo nessa mesma linha, mantendo a fidelidade dos fatos, preservando alguns nomes de pessoas que me acompanharam nos tais fatos.
O retorno de agora, começa por uma experiências fantástica no trânsito da minha Capital, Porto Alegre. Boa leitura:
201) Maria Eduarda, Moça de Muita Coragem!
O fato aconteceu em 07 de outubro de
2025: - Pois foi Gabriel, noivo de Maria Eduarda, ao receber telefonema dela de
uma muito curiosa despedida e pedido de desculpas pois não poderia comparecer
ao casamento [deles] em razão de um “acidente fatal em andamento”!
Fausto enlouqueceu? Não. Como escrevi no início, isso foi um FATO! Quem eventualmente não acompanhou as notícias de Porto Alegre nesse dia, pode achar criação de um conto com requinte de crueldade, ao “coitadinho” do noivo.
Vamos a realidade dos fatos: - Maria Eduarda na manhã desse dia voltava de uma prova na faculdade, quando seu carro contornava elevadas de acesso à cidade, dividindo a pista com um caminhão carregado de serragem. (Pó de madeira produzido enquanto é serrada). Pois esse caminhão tombou sobre seu veículo esmagando-o além de soterrá-lo totalmente. Em meio as ferragens contorcidas de seu carro, sem liberdade de qualquer movimento. Ar escasso e hipótese de socorro muito distante! Estava condenada à morte!
O que fazer? Esperar a morte! Foi essa sua interpretação. Tomou o telefone celular e ligou ao noivo Gabriel (me dou o direito de imaginá-lo o próprio Anjo Gabriel!) e humildemente, num ato de extrema coragem e serenidade avisou-o do ocorrido manifestando sua previsão de morte e escusas – agora é interpretação minha – pois o deixaria viúvo precocemente!
Desesperado, mas cheio de atitude acionou pedido de socorro. Correria dos bombeiros com duas viaturas e oito socorristas, mais a segurança da “Rodovia do Parque” com mesmo número de profissionais habilitados, tornaram todo esse trágico acidente em “apenas” mais um dado estatístico, como as autoridades costumam nominar...
A vítima consciente, socorrida a tempo
hábil de hospitalização salvadora, se recupera bem para alegria de todos e
manutenção firme e convicta da data de casamento prevista para o primeiro dia
do mês vindouro!
Curioso como a Vida nos prega “peças” com surpresas espetaculares. Assim como vivemos nossos sonhos de alegrias e realizações eminentes, o rumo da existência dita outra direção e tudo aquilo como perspectiva de vida se torna um amargo despedir de tudo e de todos.
Nesse caso a Vida teve manobra brusca – literalmente – aquilo chamado de Graça Divina aconteceu e do susto e correria frenética, desesperada, ficou somente no susto! Para alegria de muitos, em especial ao “noivo” Gabriel! Que o Eterno continue dando sua Bênção a esse casal!