218) Alegria nas Grandes Telas. Oscar, Filmes e...
Ah! Quanta alegria nos bons tempos do Cine & Teatro Ideal, em Jaguari. Cinema todo final de semana, fazia a vida valer a pena pelo tamanho do maior prazer, na infância! Matiné no domingo à tarde: - Primeiro passavam dois “episódios” de um seriado – uma época do Super Homem, Homem Morcego com Robin etc. – para depois um filme, geralmente um faroeste! Como a gente torcia pelo “Mocinho”! A galope em disparada em seu lindo cavalo, trocava tiros com os bandidos e suas máscaras a tapar até o nariz! Era um tal de “sapatear” o assoalho de madeira do cinema, fazendo um barulho tremendo, ensurdecedor a levantar enorme poeira no cinema. Toda torcida para a derrota do bandido! Que invariavelmente vencia!
Como toda fase boa – a infância – passa tão depressa, na sequência é durante a exuberante adolescência a trazer suas compensações e angústias, naturalmente. O desejo de entrar no cinema a assistir filmes impróprios ou proibidos para menores de dezoito anos era imenso, vibrante. A compensação – sempre tem alguma – era a emoção da idade para fumar escondido. Confesso, logo ao obter permissão de fumar, perdeu a graça e o VÍCIO muito desejado para parecer adulto, “decepcionantemente” não veio e a tal de nicotina foi solenemente abandonada!
Voltemos ao cinema. Seu defeito, na cidade pequena, era de ter somente uma única sala. Sem escolha de filmes. Era aquele do final de semana e pronto! Nada muito frustrante, pois eu gostava de todos, indistintamente! Mas eu aguardava meu grande momento, quanto aos vinte anos vim morar na Capital, Porto Alegre! Inacreditável, dezenas de cinemas com múltipla escolha! Início da década de setenta, houveram filmes, os “bang-bang” italianos a começar com Ringo, Djanho, Trinity substituindo Roy Roger, Zorro, Durango Kid entre tantos americanos. A impressão, ao sair da sala, era de estar cheirando a pólvora de tanto tiroteio!
Na sequência por “febres” de alguns estilos de filmes, aconteceu a vez dos filmes chineses com suas Artes Marciais mirabolantes. Cabe lembrar desse entusiasmo se iniciou com uma produção americana – Warner Bross - com o filme “Operação Dragão”, (Enter the Dragon) lançado em Hong Kong em julho de 1973, tornando o até então desconhecido e na sequência adorado Bruce Lee, curiosamente falecido três semanas antes do lançamento!
Como tudo, a Sétima Arte também evoluiu muito nos recursos visuais e na qualidade de seus roteiros, notabilizando Gênios da Sétima Arte como Stanley Kubrick e outros tantos. No último domingo assistimos o Grande Espetáculo da Premiação do Oscar em Los Angeles. Na véspera e ainda a tarde antes desse espetáculo, assistimos pelo menos quatro dos filmes indicados. Três desses, muito bons e fartamente premiados. A decepção ficou por conta do filme brasileiro. Não por negarem qualquer prêmio. É ruim mesmo. Roteiro fraco, fotografia pobre e nem música onde o Brasil é tão bom, se destacou!
Enquanto ficarmos disputando com os americanos repletos de ícones definidores de gerações, como clássicos Marlon Brando, Humphrey Bogart, James Stewart abrindo caminho para Robert De Niro, Al Pacino, Jack Nicholson e Morgana Freeman. Adiante atores como Tom Hanks, Leonardo DiCaprio, Tom Cruise e Denzel Washington dominam a era moderna, então será muito difícil alguma conquista de expressão!
O gênero de filme dominante no mercado mundial hoje são Ação, Aventura, Ficção Científica e Animação. Minha predileção fica por conta dos filmes com Suspense, daqueles a nos colocar em ajuda ao Roteirista, tentando descobrir onde o “assassino falhou” e em quais detalhes o Policial foi bem-sucedido!
Entretanto confesso uma infantil
predileção aos faroestes, hoje raros, mas lançamento, em dezembro de 2012, da
produção de notável realismo e violência, o “Django Livre” do Mestre dos filmes
fortes, Quentin Tarantino, me dá esperança de voltar à minha infância, ainda a
ser imaginária!
Porto Alegre, 19/mar/2026.