227) Em Marseille Termina o Cruzeiro!
Marseille, esse é o destino final do Cruzeiro – não da viagem – na chegada, uma exaustiva experiência: - A agência de turismo informou:
- “Hotel reservado está a menos de quatro quarteirões do porto!” Assim sendo, dispensável uso de táxi. Com malas de rodinhas fica fácil, caminharemos ao destino. Na prática, foi caminhar toda extensão do cais do porto e já foi demais, bem superior a um quilômetro! Desconfiado de algum erro e já com suor brotando no rosto, mais por nervosismo ao calor. Ansiedade pura. Pior, ninguém disposto a dar uma informação pelo menos da direção do hotel. Nem na cabine de turismo – negou conhecer - mais interessados em vender locomoção. Cortesia totalmente abandonada, ou quem sabe, nunca existiu por essas bandas! Sem querer criticar a conhecida, reverenciada, “aplaudida gentileza francesa!” Mas, vamos adiante. Vitalidade não me fala! Mentira! Com os “bofes prá fora”, mas teimoso – característica genuinamente germânica – não desisti, insisti em caminhar elevando o estresse meu de Elaine.
Com o moral destruído, cansado, derrotado, me dei por vencido e finalmente chamei um táxi para aquela distância dos prometidos quatrocentos metros! No entanto o motorista afirmou: - “Corrida de uns quinze quilômetros de vinte e cinco minuto, por trinta euros!” Senti a trapaça. Isso irrigou minha a garganta de um raivoso sabor salgado! Sem alternativas, engoli e aceitei. E o motorista estava correto! Descobri na sequência, de fato o hotel estava muito próximo, mas do “Porto Antigo” da cidade. Para grandes transatlânticos de onde desembarcamos ficava mesmo bem mais distante.
Hotel finalmente encontrado com excelente localização. Ponto turístico interessante de grande movimentação com gente do mundo inteiro. Algazarra e muita música entre bares, restaurantes shows de rua, etc! Fui suficientemente advertido quanto aos cuidados ao caminhar por suas ruas, especialmente a noite quando se percebe algumas um pouco desertas. Ali mora o perigo, entretanto nenhuma ameaça ou percepção dela, mesmo porque em razão aos longos passeios diurnos, era melhor recolher aos aposentos cedo da noite.
O “Porto Antigo” tem seu cais rodeado de bons restaurantes e bares, redutos com música ao vivo e um constante clima de entusiasmada festa! É lá, para comer um excelente “entrecot na chapa”! Só de lembrar, água na boca! Desnecessário afirmar estarmos em um País, onde o “vinho nacional” é excelente! Mas também não dava para chamar de baratinho...
Cidade – segunda maior francesa - adorável com tanta beleza e sistema de transporte coletivo com metrô e sua tradicional eficiência francesa. Sou fã desse transporte urbano tão inteligente de grandes e bem desenvolvidas cidades! Ficamos aqui por quatro dias, e ao estarmos em Região muito plana, foram longas caminhadas com tantas atrações e até o caminhar entre vielas medievais faziam de cada esquina um bom motivo para contemplar a bela e antiga arquitetura, mas com preservação carente de uma atenção mais rica. Construções coloridas em meio a cafés, ateliês e arte de toda vertente. Castelos e Fortificações protegem o disputado acesso de navegação, inclusive à “navegação suspeita”! Dizem, ser algumas delas de valiosas cargas de “especiarias para a mente”, se é que me entendem...
A notável Basílica de Notre-Dame de la Garde, fica no alto de um monte onde se aprecia uma bela vista panorâmica e o charme daquela numerosa navegação de milionárias embarcações em seu bucólico porto. Para quem aprecia pomposas construções religiosas, cabe nota à Catedral de La Major de impressionante construção! Enfim, uma cidade litorânea de tantas atrações, validando o desejo de um dia se voltar lá! Será?!
Mais adiante continuaremos a parte terrestre dessas longas férias tendo na sequência o coroamento com quase uma semana na Capital, a tão iluminada e fascinante Paris!
Porto Alegre,
18/jun/2026.