212) Firenze, parada de luxo para fazer xixi!
Em Lua-de-mel, viajamos para o Norte da
Itália a viver um pouco o clima das minhas origens italianas. Na chegada em
Milão aluguei um carro japonês para fazer o primeiro passeio ao Lago Como, de beleza
deslumbrante! Próximo à fronteira com Áustria e Suíça, é de um visual Alpino espetacular
e mesmo em dia de chuva – foi o caso - é glorioso! Melhor ainda sendo coroado com
uma parada em restaurante de beira de estrada, com um serviço de comida típica
caseira da Região! Maravilhosa! Por estar dirigindo, tomei apenas um “bicchiere
di vino”!
A beira do Lago, vale declamar: - “Anni,
amori e bicchieri di vino non si cotano mai!” Traduzindo: - Anos, amores e
taças de vinho nunca devem ser contados! Contexto Cultural: Segredo para a
felicidade sugerindo se aproveitar a vida sem se preocupar com idade, relações
ou a quantidade de vinho apreciado!
A noite encerramos em Milão com a
mundialmente apreciada pizza! Aí sim, com o direito a mais vinho, se comparado
ao almoço! São duas de três das coisas a considerar obrigação na Itália: O
vinho e pizza. A outra, totalmente por minha conta é o tomate! Não saia da
Itália sem comer tomates vermelhos, maduros. (Recomendei a cor, por mais idiota
que pareça, porque lá encontrei um tomate preto! Casca, mesmo macia, num tom
bem escuro de um “quase” preto...) - Compre na feira, supermercado, sei lá e
leve para o quarto - dá um jeito de ter um saleiro disponível - se não tiver
tomate no cardápio do restaurante de sua escolha, reclame! Apenas um pouco de
sal e se delicie da melhor fruta existente no Planeta! Exagerei? Absolutamente!
Vai lá e experimente!
Na sequência, em direção a Florença tem
uma boa estrada cruzando por Placência, Parma, Módena chegamos a entrada da
cidade destino. Auto estrada onde a velocidade me pareceu livre! Abusei do
acelerador? Sim. Se o trem faz em menos de duas horas, me achei no direito de
fazer parecido... A parte crítica dessa viagem, aconteceu exclusivamente comigo,
por não haver nenhum posto de gasolina ou algo semelhante para uma paradinha
estratégica para ir ao banheiro. Lamentável. O desjejum havia sido com frutas e
suco. (Claro, com tomates!) Antes da metade da viagem, forte necessidade de ir
a um banheiro. E lá não existe! E agora? No hotel no final da viagem? Não vou
aguentar. Terei uma “explosão bexigana”!
Ao entrar na cidade, eu estava roxo, lagrimando.
Lágrimas eram de urina – eu acho – e o desespero tomou conta de todos possíveis
pensamentos. Minha mente produzia delírios com mictório, vaso sanitário, penico,
campo aberto e assemelhados! O sofrimento me fez criativo. Ou nem tanto...
Rodando nas avenidas da cidade, em uma das avenidas bem movimentadas, estacionado
em oblíquo com meu pequeno March da Nissan, porta aberta a improvisar uma
cortina, sentei no meio fio da calçada, mãos trêmulas, preparei o dispositivo à
finalidade proposta e me “esvaí” em urina!
Sei, parece exagero escrever sobre uma
necessidade fisiológica básica, algo tão simples e corriqueiro transformado em um
evento inesquecível! Levem em consideração a me desculpar, pois lá se vão
quinze anos desse fato e tenho ele nítido na memória, e não é memória
afetiva, apesar de ocorrer durante uma lua-de-mel! Todo o acontecimento e
situação vivenciada durante o percurso e a expectativa de encontrar um banheiro
público, tornou-se assim tão especial. Uma Memorável Mijada!
Espero não ser excluído do sistema,
penalizado pela censura na divulgação da minha Crônica nesse blog. Seria
lamentável retirar da história um momento tão marcante desse humilde escritor!