205) Água Potável!
Preciosidade: - “A água é o sangue da Terra. Insubstituível. Humano sem por três dias, morre. Nada é mais suave e, no entanto, nada a ela resiste! ”
Todos nós agraciamos e sabemos claramente a caracterização de um Planeta com hipótese de vida. Vida com a concepção por nós conhecida. Essa está diretamente vinculada à existência desse precioso líquido. Nela, sua composição inclui oxigênio e torna tudo muito claro. Água é sinônimo de vida, é sinônimo de Existência!
Na História recente da Humanidade, pelo menos em seus últimos quatro a cinco Séculos, esteve atrelada a algum produto de grande expressão a ponto de ditar como uma Era Econômica. Aconteceu a Era Dourada com o ouro sendo um símbolo de sucesso, na sequência a do Ouro Negro, crédito ao petróleo canalizando toda a energia econômica do Mundo e a expectativa de estar de certa forma a nos assombrar. Será a Era do “Ouro Transparente”, isto é, a Água, definindo esta sim, como determinante de continuarmos vivos ou não!
Como tudo na vida desde o bem mais precioso, quando em excesso colapsa com o restante. Refiro-me agora à dolorosa situação do meu Estado do Rio Grande do Sul, onde em maio de 2024, tamanho foi excesso a nos castigar severamente com suas chuvas torrenciais absurdamente acima de seu histórico. As cheias com rios transbordando e liquidando animais, aves e lavouras de existência básica do nosso Povo, esse com suas casas arrasadas com perdas totais de seus patrimônios e pior, muito pior, matando Gente, dilacerando Famílias inteiras impiedosamente.
Sofremos um longo e penoso luto, onde tivemos Famílias castigadas com perdas irreparáveis. A miséria se estabeleceu em bairros, cidades inteiras golpeadas num massacre real da revoltada e vingativa Natureza. Muito são os Profetas de plantão afirmando a dívida contraída com o Planeta e da fatalidade de sua resposta cruel e vingativa.
Cantava o querido Cantor Nelson Ned, voz de Tenor – na infância acometido de ananismo – “Tudo passa, tudo passará”! Sim. Verdadeiramente passou, entretanto aquilo ocorrido como na grande catástrofe vivida oitenta e três anos passados, nas reverenciadas cheias de 1941, se repetia de forma mais volumosa agora em 2024 e apenas quatorze meses passados, novamente com cheias assustadoras a castigar sem piedade os mesmos locais. Sem previsão concreta se chegaríamos ao mesmo nível de transbordamento. O medo se instaura em cada habitante ribeirinho e adjacências!
Voltamos temerosos à chamada no início
dessa crônica, encerrando com o “Nada é
mais suave, no entanto, nada a ela resiste!”