216) Honda Civic e a Pesca em Ituzaingo, na Argentina.
Eu como principiante, não possuía o mínimo de equipamento. Tudo foi arranjado graças a cortesia dos parceiros e olha, eles portavam de tudo para uma boa pesca tão longe de casa. Desde o barco com possante motor até o mínimo detalhe dos anzóis/isca de tecnologia e criatividade ímpar.
A garantir sucesso na pesca, um ribeirinho nativo, foi contratado para nos conduzir até o local do rio, onde deveriam estar, creio “nos esperando”, os melhores dourados, até porque, a fiscalização é rigorosa na Região e proíbe pesca desse peixe, cujo tamanho seja inferior a setenta centímetros. Regra fortemente respeitada, pois a penalidade é extremamente severa e considerando lá, território estrangeiro – por óbvio – o temor fica bem acentuado...
Quanto do resultado da pesca em si, melhor seria se eu omitisse, porque afirmam ser obviamente “sorte de iniciante” capturar o maior peixe na pesca e foi o acontecido. Mentira de pescador? Até pode ser, mas como na verdade nem sou um pescador por essência, mereço o crédito como verdadeiro. Foi um dourado com sessenta e nove centímetros e circunstancialmente me obrigaram a ceder a peça para um assado lá mesmo, a não correr risco de ao retornar para casa ser flagrado pela temida “fiscalização argentina”! Então o assado se consumou e regado de respeitáveis vinhos argentinos, foi feita a festa!
Assim encerro a crônica da pescaria! Mas não pode ficar para trás, citado no título acima, o Honda Civic! Vamos ao fato:
O início da viagem aconteceu em Jaguari, onde a parceria toda me esperava de Porto Alegre. Viajei os quatrocentos e poucos quilômetros até lá e chegando, estacionei no corredor da garagem, defronte à Ford F1000 do Cauby, pronta para partirmos. Depois de muita “charla” sobre nossa jornada pesqueira, o dono da Ford percebendo-a ao sol, fora da sombra, foi com apenas o pé esquerdo na soleira, em pé e com o pé direito acionou a embreagem para uma pequena decida. Como a direção estava travada, o motorista ainda naquela posição, estica o braço para acionar a chave, num toque sutil acionou o motor, estando engatado se direcionou a colidir de frente com meu Civic!
Numa fração de segundo e com reflexo aprimorado, com o mesmo pé que acionava a embreagem, “chutou” o freio, em razão da inclinação de seu corpo – lembrem, ele estava em pé – esse escorregou e “afundou” no acelerador!
Aquele enorme caminhonetão, roncou motor patinando a tração a subir no capô do Civic até encostar seu para-choque no para-brisas. Então o motor apagou! O desespero do piloto é inesquecível pois em sua mente registrava a presença de sua netinha de uns cinco anos à frente daquele choque. Felizmente não aconteceu! Então ele chorou copiosamente!
“Foi só o susto”, todos afirmaram ao consolá-lo! E um automóvel bem amassado! Calculo termos digerido uma meia dúzia de cervejas a deixar tudo aquilo de lado no passado e em nome da alegria, celebrar a pescaria reservada para o dia seguinte!
Difícil, foi depois explicar a
seguradora, de como um amigo bate no carro do outro amigo no pátio de sua casa,
com agravante de não ter nenhum sinal de acidente, na sua caminhoneta! Alegado
foi ser graças a robustez do veículo agressor!
Porto Alegre, 05/mar/2026.