207) As Tábuas de Pinus com nome do meu pai!
Durante muitos anos, meu pai, seu Waldemar, (chamávamos de “Papito”), foi Representante da Cia. De Fumos Santa Cruz em Jaguari-RS. Tinha à pronta entrega, cigarros a serem vendidos para cigarrarias, restaurantes, botecos etc... Num mês qualquer de grande volume de vendas, ele foi premiado Vendedor Milionário! Tratava-se – década de sessenta – resultado de vendas em uma cidade com pouco mais de dez mil habitantes. O fato: - Um milhão de cigarros vendidos! Imenso, espantoso consumo de tabaco!
Vício agora considerado terrível e sempre foi... No entanto nessa época até alguns Médicos recomendavam aos seus pacientes mais nervosinhos, fumar eventualmente um cigarrinho para se acalmar! Que ironia! Para nós, era apenas um negócio regular e permitido como o é até hoje. Os “guris”, e eu era um deles, fumávamos para mostrar que já éramos “homenzinhos”! Depois, adultos pelo mesmo motivo de se mostrar homenzinhos, deixávamos o cigarro.
Esse produto todo era transportado de Santa Cruz do Sul a Jaguari, por trem em caixas de madeira, composto em tábuas de pinus pouco mais de um metro por trinta centímetros de largura, onde cabiam cinquenta mil cigarros. Mais adiante transporte em caixas menores e de papelão. Era uma caixa de madeira frágil, de baixa qualidade, adequada a transporte de pouco peso. Sem boa qualidade para outro aproveitamento. Essas tábuas criavam problema de armazenamento, mesmo desmontadas. O custo a devolver por 255 km, inviável. Diante disso, sempre ao serem pedidas, doávamos com total alegria!
Na face dessas caixas o remetente escrevia com pincéis de tinta preta e letras enormes, o nome do destinatário. Em certa ocasião, uma senhora cliente de cigarros, dona de uma casa de meretrício, popularmente chamada de “Casa na Zona”, de baixo poder aquisitivo, solicitou ao meu pai algumas peças e foi prontamente atendida. Pois não é que a “Dona Piqueri” – esse era seu nome de guerra – utilizou na parte frontal de sua honrosa sede, precisamente aquelas com a inscrição clara e bem posicionada com o nome de Waldemar Diefenbach, meu pai!
Meu velho, era muito conhecido na cidade, (Hoje existe na cidade até um “Largo” – pedacinho de rua - bem arborizado com seu nome). Ele foi três vezes Vereador, uma vez Vice-Prefeito e uma Prefeito. Com aquela exposição, ficou muito vexado! A gozação e divertimento de seus amigos e a Família mesmo, foi demais! Muito engraçado, até o dia de um amigo tomar a iniciativa de ir ao famoso local e dar uma demão de tinta sobre aquela inscrição maldosa! Rimos por muitos anos e me diverte até hoje. “Seu Waldemar” nos deixou há mais de trinta anos rumo a Eternidade!
Muito boa lembrança! Imagino como o teu Pai se sentiu! Belo texto! Parabéns! Bidart
ResponderExcluirNão sabia dessa estória... Será q foi sacanagem da d. Pequeri?
ResponderExcluirLembro da camionete de distribuição de cigarros...
Bons tempos aqueles!
Abraço primo,
Que legal... belas recordações... parabéns!!!
ResponderExcluirÉ uma história que marcou e até o presente é lembrada, assim como serás lembrado pelos netos também...
ResponderExcluirGRANDE abraço amigo
Ótimo texto ! Coisas da velha Jaguari ! Eu me lembro da Piquiri .Depois de velha ela foi morar numa casa ao lado da que era do tio Adil (pai do (Rui) . Seu apelido deve ser por ter vindo provavelmente do distrito de
ResponderExcluirPiquiri
Mas que barbaridade! RSSSSSSSSS
ResponderExcluirFiquei aqui, imaginando a cena. Muito engraçado!
Fausto, as Crônicas da "velha Jaguari" são, absolutamente, as melhores.
ResponderExcluirOutro dia, conversando com amigos, relembramos personagens marcantes. Adélia, Santo, Nine, Carlan Rei Momo, Piquiri e tantos outros.
Obrigada por nos presentear com suas lembranças.
Hilário. Que sacanagem da Piqueri. Não tenho recordação dela.
ResponderExcluirCidade pequena é a melhor coisa do mundo. Todo mundo conhece todo mundo e qualquer fato atípico rende muitas brincadeiras.
ResponderExcluirTida.
Insuperável Mano Fausto, que maravilhosas crônicas nos brinda semanalmente. Conheci dona Piquiri, um filho dela, não sei se biológico ou adotado, de nome Valdomiro foi meu colega do Grupo Severiano Almeida.
ResponderExcluirQue ótima história.
ResponderExcluirMuito boa essa Fausto😂😂😂😂
ResponderExcluirImagino o constrangimento e a gozação... boa história e boa lembrança...
ResponderExcluirMuito boa essa história! Imagino o seu pai sendo alvo de boas risadas da população da cidade. Parabéns!
ResponderExcluirTadinho do tio Wáldema!! Todo discreto! Hahahahahaha não sabia dessa historia
ResponderExcluirMás deve ter sido sacanagem dela ! 🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Não sabia que o Seu Waldemar balançava tanto o coração das Damas!!!!
ResponderExcluirA ponto de publicarem seu nome na fachada das casas...
See Waldemar hein....kkkk...
Anônimo19 de dezembro de 2025 às 16:08
ResponderExcluirNão sabia que o Seu Waldemar balançava tanto o coração das Damas!!!!
A ponto de publicarem seu nome na fachada das casas...
Seu Waldemar hein....kkkk...
Responder
Parabéns, meu caro vizinho Fausto, muito bom conseguir narrar os seus feitos sob a forma de crônicas. Sou meio desligado das tecnologias mas consegui ler tudo. Obrigado. Bom Natal!
ResponderExcluirMuito legal a história Fausto! Recordar é viver! Fomos vizinhos em Jaguari e as vezes pegava algumas frutas que faziam divisa com o nosso pátio, naquele pomar maravilhoso do seu Waldemar. saudades!!!!
ResponderExcluirMuito boa Fausto. Digo para nós, pois para o Sr. Waldemar, deve ter sido o maior “ perengue”. Grande Abraço
ResponderExcluirExcelente! Os verdadeiros amigos são para sempre! Texto maravilhoso! Bidart
ResponderExcluirKkkkkkkkk, que loucura
ResponderExcluirDESCULPEM
ResponderExcluirmeus dedos são grossos e a todo instante toco na tecla errada. Cansei, desisto. Tchau