223) Voltei!
Entenderá o sentido desse título “Voltei”, os leitores fiéis desse blog, na última Crônica de nove de abril. Explico: - Dei-me o direito ao maior período de férias ao longo de minha vida profissional. Vinte e oito dias da mais absoluta folga, voltado – no meu entendimento – a uma das coisas melhores para período de férias: - Viajar! - Foram dezesseis noites no Cruzeiro de Travessia da MSC, navio Seaview, cabine varanda-bela do décimo quinto andar do “prédio”! Desembarcado, quatro dias em Marcelha, na sequência Paris e Lisboa!
Esse trecho marítimo foi fantástico. Como tudo sempre me cerca com uma boa pitada de aventura, por mais bem planejado (desde de dezembro), sempre tem algo para me alegrar, ou melhor estressar com pitadas de susto, extravio perda de algum objeto, enfim. Vamos ao início de tudo para bem entender as causas do estresse inicial, muito bem aproveitado:
- Recomendado severamente pelo agente de turismo, de estar no aeroporto de embarque, para o trecho aéreo Porto Alegre a São Paulo, pelo menos umas três horas antes da decolagem. Lá estávamos eu e Elaine. Voo das 05:15hs da Azul com apenas cinco minutos elogiáveis de atraso, suficientes para o “check-in” das 13hs no porto de Santos e na sequência o embarque previsto para 18hs. Entretanto corte nos motores e se inicia no corredor da aeronave, algo parecido com uma “busca de alguém”! Uma dupla de vigilantes chega na nossa poltrona e pergunta: - “Elaine & Fausto? Terão de desembarcar. Sua bagagem no porão contém algo suspeito!” Óbvio da minha pronta negação! “Essa bagagem, por medida de segurança, já foi desembarcada!” Única alternativa: Desembarcar!
Fomos atacados de pensamentos da pior ordem. Vê-se frequentemente de ilícitos “plantarem entorpecentes” em bagagem alheia! O pavor tomou conta. Expulso do voo perderei o “trânsfer” no aeroporto de São Paulo a Santos, se atrasado não embarco e perdendo o Cruzeiro perco toda sequência na Europa com toda movimentação e hospedagem reservada e PAGA ao longo de toda as férias! “Só isso!” Não busco em Oração socorro em situação desse gênero. Orei!
Longos, intermináveis minutos esperando uma resposta da Companhia – que pelo menos me assegurou vaga no voo das dez! – Angústia e tormento invadem nossas mentes devastadoramente. Impossível conversar ou pensar qualquer coisa, sem a imaginação de umas férias completamente destruídas de forma irretratável! Todos sonhos acalentados por meses, desabaram!
Surge uma profissional da Azul impecavelmente vestida, exalando um suave perfume francês, seu olhar visivelmente constrangido, parecendo triste – para aumentar nossa angústia - e sentencia: “- Desculpem, essa fiscalização não é feita pela Azul. É pela empresa encarregada da segurança do aeroporto e aeronaves!” O tempo para dizer essas dezoito palavras, sem conclusão alguma, me deu a sensação de ser de pelo menos vinte e quatro horas! Minhas mãos suavam e Elaine com um “rubor facial” invejável. Então veio a punhalada fatal em meio a um ataque de cólica intestinal: - “Esse isqueiro a gás (tinha na mão, um inocente isqueirinho a gás de propaganda da Bic, há anos abandonado em meu “nécessaire” de viagem) [5,8cm] estava em sua mala correndo risco de combustão espontânea, assim, foi retirado da sua mal. Se quiserem embarcar agora, sem o isqueiro, podem fazê-lo no portão...” Um suspiro longo, cheio de alívio, ódio com vontade de matar alguém, nos dirigimos ao portão designado, com as orelhas murchas e embarcamos!
Chegando em Guarulhos ao meio dia, retirada daquela fatídica mala – sem isqueiro – “transfer” perdido onerando mais cem dólares a contratar um táxi e descemos a Serra rumo ao porto de Santos. Horário absurdamente atrasado. Deduzi, embarque perdido, mas não. Graças a uma imensa confusão no setor de embarque de mais de cinco mil passageiros, tudo foi acumulando a formar uma “muvuca” imensa a me sentir em casa, afinal de contas estávamos ainda no meu Brasil, onde tudo acontece!
Próxima quinta-feira, conto mais um
pouco!
Porto Alegre, 21/mai/2026.
Elaine Diefenbach
ResponderExcluirFoi muito Angustiante este dia até chegar em nissa gabine e dormir. Estavamos acordado desde 1h da manhã e entramos na gabine 18h.
ResponderExcluirQue delícia de história!
ResponderExcluirUffa! Q alivio me deu.. ainda bem q tudo acabou bem! Aguardando ansiosamente os detalhes da viagem.
ResponderExcluirUau! Todos os problemas no início não impediram umas férias maravilhosas para vocês! Abraços. Bidart
ResponderExcluirCaramba, que baita susto! Que agonia vcs viveram, ainda bem que no final deu tudo certo. Ansiosa para conhecer mais detalhes dessa viagem. Adoro a maneira como vc narra, nos mínimos detalhes, simplesmente fantástico!
ResponderExcluirParabéns Fausto, por causa de um inofensivo isqueiro escreveste um belo artigo, imagino qdo. levares uma bomba, no mínimo mil páginas.
ResponderExcluirAs coisas das viagens !
ResponderExcluirMas o que importa é o resultado, A viagem!
Abraços, Fausto e Elaine !
Ivan
Como sempre sua crônica continua ótima!!
ResponderExcluirMas,não precisava deixar o resto para depois.
DA SUA SOBRINHA FAVORITA
lembrando que agora vou para escola beijos
Que confa!!! Me lembrou da minha 1a.viagem com Edu para África do Sul. Na sala de embarque indo para SP, malas despachadas, e ele percebe que esqueceu o certificado de vacinação da febre amarela na casa da mãe nz Tijuca. Saiu do Galeão sem nem ao menos combinarmos onde nos encontrar em SP
ResponderExcluirQue susto kkkkkk
ResponderExcluirBah! Fiquei sem respirar lendo e imaginando o desnecessário estresse.
ResponderExcluirAdorei ate aqui.... so pela sequência da história e da viagem
ResponderExcluirQue bom que deu certo o início da viagem. Agora estou curioso quanto à própria viagem. Mas fiquei curioso com relação a esse isqueiro.
ResponderExcluirPois é Fausto! Como sou fumante, já passei no RX com isqueiro dentro da carteira do cigarro, sem nada acontecer, o que me causou grande dúvida.
ResponderExcluirMaravilhoso!
ResponderExcluirO gostoso de ver é o "comunicado". "Algo suspeito". 🤭
Acho que você atrai certas situações. 😄
Que sufoco! Além do isqueiro talvez tinha também uma lata de sardinha e uma lanterna ou caixa de fósforo? kkkk
ResponderExcluirTida.
Que beleza Fausto!!
ResponderExcluirDeu tudo certo e, acredite, esses imprevistos, atrapalhadas, incomodações, estresses etc. é que tornam uma viagem, que já é maravilhosa, ainda mais emocionante e inesquecível.
Tenho até pena dos demais passageiro, que nào têm essas aventuras para contar.
E tampouco a categoria para escrever com tamanha competência.
Que sufoco, mas como vc adora uma adrenalina 😉 Suzy
ResponderExcluirEssa crônica me lembrou os bugueiros de Natal, querem andar com ou sem emoção!
ResponderExcluirIsso tudo foi proposital pra escrever essa ótima crônica 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Brincadeiras a parte: QUE BAITA SUSTO!!