quarta-feira, 3 de junho de 2026

 225) E a Viagem Continua!


Foram dois dias completos de navegação e vamos para a segunda parada Oceano Atlântico acima, para acordar serenamente no porto de Maceió! Decidido ficar a bordo, pois há poucos anos estivemos por uma semana nessa memorável e para mim, a melhor praia do Nordeste, onde uma “ostra viva” é servida nas quentes areias de suas praias! Delícia nem sempre aceita, mas ao ter coragem suficiente de experimentá-las, se converte fã dessa iguaria! Garanto!

Ficar nas piscinas do navio, com novos amigos de bom e culto papo como Marcos, querido cirurgião de Curitiba, sua esposa Tânia e irmã Iara, enriqueceram em muito uma das coisas de muito proveito em viagens coletivas e quanto mais distante, melhor. Toma-se conhecimento de novas culturas e é exatamente longe de casa onde se apreende novos idiomas, culinárias e cultura em geral. Renovo opinião sobre viagens, fazendo valer cada vez mais a busca de “Novas Praças!” 

Deixar Maceió, trouxe uma reflexão interessante: - Iniciávamos um longo período de navegação em alto mar. Seis dias completos rumo a Santa Cruz de Tenerife sem “terras a vista”. Sem hipótese de um porto seguro para caminhar em terra firme. Tédio à vista? Essa era a preocupação!

Nada isso! Como contei na outra semana, durante toda a navegação a programação é rica, completa. Não havia momento de relaxamento, a menos se buscássemos isso e poderia ser no interior de nossas cabines. Mesmo assim, para “piorar” o refúgio, a cabine ficava no décimo quinto andar, logo após a proa a bombordo, dotada de sacada com duas cadeiras de palha para se inebriar com a beleza do pôr-do-sol no longínquo encontro do Céu com o Mar! Absolutamente encantador!

Maravilhas constantes e nesse trecho, a expectativa de cruzar a Linha do Equador, muito bem explorada no teatro, com aviso de estarmos próximo desse ponto e com humor refinado, anúncio: “Amanhã, aproximadamente às quatorze horas, se não estiver nublado”, VEREMOS a linha do Equador!” O fato, passar ao Norte do Planeta, vagarosamente se sente a mudança na meteorologia. Nova direção dos ventos e uma leve queda na temperatura, afinal estávamos no Outono, recém saindo do Verão, a entrar na Primavera “deles”, recém saídos do Inverno! Daí se justifica a queda na temperatura!

Mesmo navegando nesse imenso Oceano, a perspectiva de estarmos mais próximos da África, sente-se a sensação de pequenez. Há muito deixamos o Brasil e navegar em Águas Internacionais, a emoção de estar em “Terra de Ninguém”, assusta e chegar em Tenerife, o pertencimento volta, proteção, afinal de contas estávamos chegando em Terras Espanholas.

Tenerife uma ilha sim, mas de dimensões encantadoras. São mais de oitocentos mil habitantes numa cidade de muita História da Europa! Cidade organizada, rica, arborizada e de trânsito educado! É o primeiro contato com a desenvolvida Cultura Europeia, de hábitos e cultura avançada.

Depois desse primeiro estágio quase no “outro lado do Atlântico”, temos pela frente apenas mais dois dias completos de navegação a chegar em Gibraltar. A cidade, com forma geográfica de istmo, avança sobre o Mar e estabelece o não menos famoso “Estreito de Gibraltar”, ponto mais próximo da África e sela nossa saída do Atlântico e adentrar no Mar Mediterrâneo. Melhor eu reservar outra Crônica completa na próxima semana, sobre a representação desse local em relação a todo significado à entrada no Continente Europeu.


Porto Alegre, 04/mai/2026.

Nenhum comentário:

Postar um comentário