228) Fogão à Lenha! Ah, que Maravilha!
Peço desculpas aos meus estimados Leitores, por desviar o rumo das últimas cinco Crônicas da Travessia do Atlântico, quando estava próximo a contar o destino terrestre até Paris, encerrando em Lisboa. Garanto, na próxima semana volto aquele tema e finalizo o período de férias em definitivo.
Essa semana, em dia vinte e um de junho, iniciou - no calendário - o nosso Inverno. Entretanto o frio está presente há dias com um rigor há muitos anos abandonado. Frio é muito bom e nos mantem, no Rio Grande do Sul, com o tradicional respeito às temperaturas e meteorologia caracterizando as Quatro Estações do Ano.
Gosto do muito Inverno – exceção ao horário do banho – cuja temperatura baixa nem precisava ser tão convincente como afirmei acima, em especialmente rejeitado quando vem com chuva, garoa, enfim, tudo aquilo a nos criar dificuldade em secar roupas e toalhas! Frio com sol claro nos inspira ao banho de sol nos jardins e praças e se for acompanhado de algumas bergamotas – em outras praças conhecidas como tangerina – fica bom demais! Para nós os Gaúchos, um chimarrão também é presente nesses momentos, como a melhor forma de hidratação, pois beber água a gente simplesmente esquece...
Na mesa ou no balcão: - Pinhão, sopa de capeletti, quentão, pipoca, amendoim, pé-de-moleque, batata doce assada, mocotó e nem precisa ser Festa Junina! Enquanto estiver frio assim, essa celebração é sempre muito bem-vinda! Vinho tinto? Claro que não esqueci, jamais deixaria de lado. De qualquer qualidade! Não. Não é bem assim. Esse de baixa qualidade a gente reserva para o quentão, afinal, com todas aquelas misturas de cravo, canela, gengibre, cachaça etc., sua origem barata nem é percebida! O importante é ter garantida a dor de cabeça no dia seguinte!!!
Vamos ao melhor no frio rigoroso: - Em casa, queimando lenha! Hoje em dia em residências de construção bem planejada, é previsto a construção de lareira. Maravilha! Se não houve, ainda há o recurso de instalar lareira de metal. “Quebra um galho” na medida! Lareira é um instrumento a se tornar o autêntico altar de reverência ao Inverno e a todos aqueles quitutes e bebidas já referidas! Não se tratar apenas de aquecimento ao frio reinante, mas de um toque romântico a provocar aproximação e carinho com quem a gente gosta de estar junto de verdade!
Mas tudo isso, não se compara a um
passado nem tão recente, quando nossas cozinhas tinham sua majestade, o
Fogão a Lenha! Ah, sinto saudades daqueles momentos tão aconchegantes, onde
a Família se aglomerava ao seu redor a ouvir e contar histórias e estórias! Sem
crítica furiosa ao telefone celular, mas época de aproximação verdadeira, sagrada
onde a “conversa ao vivo” acontecia no melhor de todos os climas!
Havia conversa até sem o som de vozes! A menos tendo alguém cantarolando alguma canção! O silêncio abria espaço para meditação e a sensação de presença habitava, enchia nossos corações! O crepitar das lascas de lenha ao fogo, traziam junto aquele seu cheiro gostoso de madeira queimando! Houve uma época, até se podia queimar lenha de Angico com sua fragrância peculiar! A portinhola do fogão ficava sempre aberta, para podermos apreciar o milagroso espetáculo da dança das chamas amarelas com vermelho!
Saudemos essa fria Estação bem
abrigados, afinal de contas a ameaça de constipação e doenças respiratórias
está presente, não vamos “dar sorte ao azar”. Beba mais água e reforço em vitamina “C” e boa
alimentação calórica ajudam na proteção! Paro aqui, antes de algum Médico me
mandar eu calar! Tenham todos um “bom aquecimento!”
Fausto
Diefenbach. Porto Alegre,
25 de junho de 2026.
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