245) E a Tristeza?!
Está aqui e agora um tema, sem nunca ter seu merecido espaço entre as linhas e colunas daqueles “dedicados à escrita”. Raramente, um tema em suas individualidades, analisa a razão dos delicados momentos de “baixa alegria”. Isso merece muito mais de nossa inteligência e se não for para ajudar alguém, ajudemos a nós mesmos!
Estava a lembrar de uma “tristeza engraçada”, pois se tratando de algo sem seriedade como o mergulhar no fanatismo de uma torcida de futebol e/ou qualquer disputa esportiva ou política, depois de passado o castigo da significativa derrota , se dá conta de se tratar apenas de um jogo e como tal, não merece a brancura extra em nossos cabelos, muito menos sua queda!
Pois dessa feita foi do meu Irmão mais velho, o Sergio, mano que me ensinou ser Gremista, foi ele relatando – depois de ficar durante uma madrugada com seus filhos a assistir uma decisão de Grêmio X Ajax, no Japão e da sua derrota nos pênaltis – o dia amanheceu, segundo seu lacônico relato, um dia mais triste, nublado, frio extemporâneo, curioso para um mês de dezembro! Por óbvio, quando desse relato já passado alguns dias dessa melancólica catástrofe do nosso Time, rimos...
Acredito, de todas as tristezas a mais perigosa é a que leva o título – só o título pois é real – de “tristeza imotivada!” Esse status é muito enganador. Já vivenciei frustração profunda por falta de sensibilidade a não identificar em alguém - três vezes em amigo e uma em parente próximo - de seus sutis pedidos de socorro! É, não me dei conta a tempo, para depois amargar a dor de perder para sempre cada uma dessas pessoas queridas! Provavelmente não teria força ou competência para uma ação com resultado, um resultado salvador!
Para quem não é um Profissional da Saúde, se trata de uma situação complicada onde maioria das vezes a vítima em questão oculta de onde vem sua frustração e diagnosticar com precisão, simplesmente impossível.
Durante um compromisso onde estive criando um curso de Desenvolvimento de Pessoal dedicado a uma empresa multinacional, havia um módulo de Dicção & Oratória. A Empresa alocou mais um Profissional para o “trabalho à quatro mãos”, um experiente Psicanalista onde a troca de ideias, eu era muito beneficiado! Trocamos experiências muito perigosas no trato de apoio químico alcoólico a superar alguma forte tensão de um Orador enfrentando seu desafiador e desconhecido público. Perigoso em duas fronteiras: Se orientarmos um “alcoólatra” a usar, mesmo moderadamente, será um desastre! Se for um abstêmio, experiência nova, talvez o desastre ainda maior!
Então, recomendação com uma severa investigação dos hábitos e cultura antes de iniciar qualquer uma das arriscadas “medicações alcoólicas como lubrificante encefálico”! Hoje total e plenamente vetada em ambientes Institucionais. Mas não deixarei suspense no ar. Revelo junto à hipócrita recomendação de “jamais façam isso”:
1) Responsável por um discurso (estamos tratando de Dicção & Oratória) de um grande público, extremamente formal, exigente, desconhecido de alto grau de tensão: - Um pequeno cálice, medida não superior à “dois dedos” de conhaque, uns dez minutos antes da nervosa apresentação! Excedendo a medida, será uma catástrofe... O relaxamento é notável!
2) Um amigo em grande tristeza – não em cuidados Médicos por depressão – apenas com tristeza aparentemente controlável, dá-lhe um moderado “trago” de saquê! A alegria surge como mágica!
Medidas simples, mas de resultado eficiente! Não aceite como normal essa tal de tristeza a nos consumir! Como resolver? Não sei exatamente, mas é possível contornar!
Com certeza, se entregar ao consolo sob a alegação: - Devo passar por essa situação!” Nada disso, se trataria em um erro brutal. Apoie-se naquele samba que propõe em seus versos: - “Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima!”
Fausto Marchiori Diefenbach.
Porto
Alegre, 29 de outubro de 2026
Pensei que o querido Danilo fosse seu irmão mais velho. TFA
ResponderExcluirGrande verdade ! Fauto.
ResponderExcluirIvan.
Álcool e dinheiro só gostam de quem gosta deles. Quando saem do controle, vira prazer e ambos embriagam. Todos conhecemos alguém que partiu precocemente depois de ter passado pelo desastre de alguma perda irreparável.
ResponderExcluirBem colocado! TTem tristezas que passam, como o caso do futebol que vc relatou e acabam em risos, mas tem umas que demoram mais. Umas se transformam em raiva e outras em arrependimento.
ResponderExcluirFaz parte né? Dias tristes, dias alegres…
ResponderExcluirMas se durar muito só com ajuda profissional! Um pouco acho bem humano! Crônica como sempre muito sincera! ❤️❤️❤️❤️
Bem colocado! Tema delicado que vc abordou. A tristeza depois que passa pode se transformar em risos, raiva e/ou arrependimento.
ResponderExcluirMuito bom, Fausto.
ResponderExcluirAdorei o "gole de saquê".
Sou da opinião que se a tristeza chegar, curte que passa logo. Dia "deprê", curte que acaba logo (desde que não passe de 1 dia).🤭
Então Fausto, ….. crises existenciais temos !!! A sacada é aprender com ela e se livrar …se possível 🫣
ResponderExcluirMeu querido Fausto, parabéns. Muito apropriado o tema.
ResponderExcluirMuito bem colocado.
ResponderExcluirBom texto para nossas reflexões!! Abraço, Vedoi
ResponderExcluirO Fausto tem cada tirada que realmente nos faz pensar!
ResponderExcluir“Tristeza engraçada.” Nunca tinha me dado conta de que uma tristeza pudesse ser engraçada. Mas não é que pode mesmo?
O mesmo vale para uma “dor gostosa”.
São essas contradições da vida que nos fazem pensar, sorrir e, às vezes, até sofrer com prazer.
Vivendo e aprendendo!